|
Muito comum entre as pessoas em geral, o termo tiróide têm sido utilizado indiscriminadamente e erroneamente. Quantos de nós já não ouvimos a frase:
"Será que você não está com tiróide?" ou mesmo "Acho que você tem tiróide!"
Embora possa haver um caso de agenesia tireoideana (caso em que alguém nasce sem a glândula em questão), todos nós estamos com tiróide (e espero que funcionando bem).
Ou melhor, seria dizer que todos temos tiróide.
A tiróide é uma glândula comum localizada na parte anterior do pescoço, bem abaixo do POMO-DE-ADÃO. Ela funciona como se fosse um relógio do corpo, controlando seu ritmo de trabalho.
Quando por algum motivo há uma variação no seu funcionamento, dizemos tratar-se de distireoidismo (alteração na sua função normal). Daí teremos as duas possibilidades em jogo:
Hipotireoidismo (diminuição da função);
Hipertireodismo (aumento de sua função).
Trataremos aqui do hipotireoidismo por ser muito mais comum e causa de mais confusão do que acerto.
O hipotireoidismo é muito comum, sendo freqüentemente desconhecido por parte das pessoas em geral. Pois num estágio inicial ou "leve" a falta de sinais ou sintomas do problema leva a pessoa a achar que tudo está bem com ela mesma.
Cerca de 5 milhões de brasileiros têm hipotiroidismo, porém a grande maioria não sabe disso. Um cansaço aqui, um desânimo ali, podem ser facilmente atribuídos à idade avançada ou a outra condição qualquer.
Dificuldade para emagrecer também pode ser um sinal.
Antes diagnosticado em etapas avançadas, hoje um simples exame de sangue detecta casos ainda em seu início.
A dosagem do TSH (hormônio que estimula a tiróide) no sangue permite um diagnóstico precoce e facilita o tratamento ainda em fases iniciais da doença, permitindo um melhor prognóstico.
|